Sobre a “indefinição” do Acompanhamento Terapêutico


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Creio que a “indefinição” pode ser uma das marcas do Acompanhamento Terapêutico (AT), mas não é exclusiva do mesmo.

Por exemplo, o Direito, apesar da sua história secular, também apresenta inúmeras controvérsias sobre a sua definição.

Assim, a definição é sempre tema polêmico, em qualquer área, pois delimita a função, a formação, campo de atuação, as relações de poder, etc.

O que dizer da definição de Psicologia, por exemplo?
Interessante que, no campo do AT, essa “indefinição conceitual” (agravada pela falta de lei, portarias, resoluções, etc.) é , também, uma “abertura ao novo”, a sua constante criação.

Assim, todos os colegas ats estão convidados a criar o AT e ampliar o seu campo de ação, questionando as suas relações de poder.

Uma questão é evidente, a falta de reconhecimento legal do AT (no âmbito do Legislativo, Executivo, Judiciário e dos Conselhos da área da saúde), pode prejudicar as “relações de trabalho” (seja em instituições públicas ou privadas). Com isso, alguns “empresários da saúde” acabam por não usar o AT ou investir pouco nesses agentes (exploração profissional – questão a ser abordada apenas pelo Direito do Trabalho?). Todavia o reconhecimento legal do AT como profissão subalterna a qualquer outra já estabelecida legalmente é algo muito perigoso, pois cronifica uma relação de poder, uma posição de domínio que, para dizer o mínimo, é totalmente desnecessária.

Observações importantes:

1 – Até onde sei, na Argentina (até 2011), assim como no Brasil, ainda não há lei sobre AT, nem curso de graduação, etc. Os “hermanos” têm apenas um “código de ética AT”, feito por uma “associação”, sem efeito “coercitivo geral” (ato privativo do Estado: “poder de polícia”). Ou seja, “segue o código AT argentino quem quer”. Em suma, também na Argentina os acompanhantes não estão regulados por lei.
2 – A “prática” do AT não foi criada na Argentina em 1970, mas sim o “nome” Acompanhamento Terapêutico (AT).
3 – No Brasil, já existia a “prática” em 1960, sob o nome de “atendente psiquiátrico” (AP) e, depois, “auxiliar psiquiátrico”.
4 – O uso da “prática”, no Brasil, chegou sob a influência, principalmente, das Comunidades Terapêuticas (CT) dos EUA, logo, pelo menos lá, já existia a “prática” antes dos anos 1960´s.
5 – De onde surgiu a influência das CTs dos EUA e do uso de agentes que circulavam pelas ruas? Da Escócia (em 1952), no “Hospital de Dingleton”, que tratava ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial com o uso da CT?

Se essa informação lhe ajudou de alguma forma, ela também pode ajudar milhares de outras pessoas em vários países. Por isso, compartilhe com as suas amigas. Assim, criaremos e promoveremos ainda mais conhecimento GRATUITO!


Assim, meus colegas ats, não é fácil definir o que é AT, assim como não é tranqüilo dizer quem foi o seu “inventor”.

Por enquanto, o que sabemos é que precisamos atender, escrever, conversar e pesquisar muito… quem sabe um dia o tema da “origem” (genealogia do AT) fique “levemente” menos nebuloso.

Ps.: quem deseja aprofundar o tema indico este arquivo.

Autor: Alex Sandro Tavares da Silva.

Veja mais artigos e notícias do Site AT apontando o problema da inércia na regulamentação do AT:

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