Resumo

O artigo tem por objetivo apresentar o diagnóstico, sintomas e tratamento do transtorno de bordeline, relacionando-o com o trabalho de acompanhamento terapêutico, a relação terapeuta-paciente.

Para realizar a abordagem desse transtorno de personalidade, foi realizada uma pesquisa do tipo bibliográfica, através de análises de revistas periódicas acadêmicas, bem como, revisão de autores que abordam o tema.

Também, é necessário salientar que a prática do Acompanhante Terapêutico ainda está em desenvolvimento. Mesmo não sendo tão popular no Brasil, luta-se pela regularização dessa profissão em nosso país.

Há projetos de lei no Senado Federal PLS n 64 de 04/03/2009, que dispõe sobre a regulamentação do exercício das atividades de terapia, criação do Conselho Federal e Conselhos Regionais de Terapeutas, suas atribuições e responsabilidades.

Palavras-chave: bordeline, acompanhamento terapêutico, diagnóstico

Summary

The article aims to present the diagnosis, symptoms and treatment of the bordeline disorder, relating it to the therapeutic follow-up work, the therapist-patient relationship.

In order to approach this personality disordem, a bibliographical research was carried out, through anlyzes of academic periodical journauld, as well as, it reviews it by authors who approach the theme.


It is also necessary to point out that the practice of the Therapeutic Companion is still under development. Even though it is not só popular in Brazil, there is a struggle to regularize this profession in our country.

There are bills in the Federal Senate PLS 64 of 04/03/2009, which provides for the regulation of the exercise of therapy activities, supper of the Deferal council and Regional Councils of Therapists, their duties and responsibilities.

Keywords: bordeline, therapeutic monitoring, diagnosis.

Introdução ao Acompanhamento Terapêutico: Borderline

A personalidade bordeline representa um transtorno mental, caracterizado por excessiva instabilidade na relação do afeto, impulsividade, confusão nos relacionamentos interpessoais e distúrbio na imagem de si mesmo.

Segundo o critério de DSM (Manual de Diagnostico e Estatísticas de Doenças Mentais), a personalidade bordeline aparece classificada como transtornos de personalidades emocionalmente instáveis, contendo nove critérios de classificação.

Ligia Carneiro Ferreira Lorandi (2004), afirma que pacientes bordeline apresentam distúrbios afetivos, uma explosão de sentimentos como raiva, tristeza, vergonha, pânico, terror, sensações agudas de vazio e solidão.


Indivíduos com esse quadro, possuem muita impulsividade, com atitudes auto-destrutivas, seguidas de atitudes suicidas (auto-mutilação).

Também podem manifestar impulsividade que levam ao abuso de drogas, desordens alimentares, bulimia, apegos sexuais, explosões verbais.

Os relacionamentos afetivos de pacientes bordeline são muito intensos e instáveis, pois se relacionam com dependência emocional pelo outro, tem medo de serem abandonados, não aceitam ser deixados sozinhos.

Daí, uma parceria entre o psicólogo, o psiquiatra e o acompanhante terapêutico para ajudar esses pacientes enfrentarem essas explosões de sentimentos que podem ocorrer várias vezes num dia.

Nesses casos, tratamentos farmacológicos, e hospitalares não são suficientes para diminuir o risco de suicídio. E o tratamento psicoterápico trona-se mais eficaz, pois diminui o comportamento compulsivo que leva o paciente ao suicídio. A psicoterapia, neste caso, oportuniza a interrupção da medicação quando o paciente obtém melhoras no quadro.

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Clínica do Acompanhamento Terapêutico: Borderline

De acordo com o Jordão e Ramires (2010), no período do final da adolescência, esses indivíduos não apresentam características dessa fase, apresentando alterações de identidade, falta de afirmação de identidade sexual, distúrbios dos laços parentais.

Muito comum esse sujeito se sentir só, pois se sentem desamparados, apesar de na realidade, não necessariamente isso ser uma verdade.


A finalidade do Acompanhante Terapêutico (AT) é acompanhar o paciente em diferentes espaços para o sucesso do tratamento: na rua, cinemas, praças. Uma forma de diminuir a exclusão do paciente, intervir diretamente no tratamento de transtornos.

O AT está inserido num grupo terapêutico, que compõe-se de psiquiatra, remédios, psicólogos e acompanhantes terapêuticos (CAROZZO, 2001).

Segundo Dalgalarrondo e Vilela (1999), a pessoa diagnosticada como bordeline apresenta disfunção nos relacionamentos interpessoais mais importantes, mesmo estando adaptado aos relacionamentos sociais do dia-a-dia e capacidade de viver em sociedade.

De acordo com Romaro (2000), um dos possíveis fatores que predispõem ao transtorno border é o ambiente familiar. Por exemplo, família em que há problemas conjugais, como brigas constantes, agressividade, quadro de uso de álcool, etc.


Esses pacientes border podem ter empatia reduzida, ou seja, eles passam por vários episódios de tempestades afetivas, apresentando atitudes agressivas, comportamentos autodestrutivos, expressando regressão, o que dificulta a relação com o terapeuta.

Qual seria o papel do terapeuta para tratar com pacientes border?

O Terapeuta teria que adaptar e desenvolver respostas terapêuticas adequadas às emoções internas caóticas e dolorosas despertadas com tal paciente o que reproduz suas relações objetos no campo terapêutico.

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Conclusão: Acompanhamento Terapêutico Borderline

Os pacientes bordeline mesmo recebendo tratamentos psicossociais e mendicamentos, podem obter resultados insatisfatórios, pois apresentam disfunção nas relações sociais, no trabalho, desajustes em geral.

Esse transtorno apresenta índice alto de suicídio, em 10 % dos pacientes.

Portanto, os melhores resultados com esses pacientes tem sido obtido através da psicoterapia, especificamente, terapia cognitivo comportamental (TCC), que objetiva regular as emoções do paciente border, aumentar a motivação, estruturar seu ambiente. Sendo necessário haver assistência permanente, pois os transtornos de personalidade são marcados por recaídas e comportamentos imprevisíveis.

Portanto, o tratamento com a personalidade bordeline deve ser feito com ajuda de profissionais de saúde especializados, disposição do paciente para aderir à terapia, apoio da família, um trabalho em equipe efetivo, para que esse paciente supere suas dificuldades.

Bibliografia

LORANDI FERREIRA CARNEIRO, Lígia. Borderline: no limite entre a loucura e a razão. Ciênc. cogn.,  Rio de Janeiro ,  v. 3, p. 66-68, nov.  2004 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-58212004000300007&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  20 maio de 2021.

CAROZZO, N. A. República- Uma moradia terapêutica. IN Cauchick, Maria Paula. Sorrisos inocentes, gargalhadas horripilantes. Intervenções no Acompanhamento Terapêutico. São Paulo. Annablume, 2001.

DALGALARRONDO, Paula. VILLELA, Wolgrand Alves. Transtorno Bordeline: historia e atualidade. Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental. São Paulo. V.2. n 3. p. 52-71, 1999.

JORDÃO, Aline Bedin; RAMIRES,Vera Regina Rohnelt. Adolescência e organização da personalidade Bordeline: caracterização dos vínculos afetivos. Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, v 20, n.47, p. 421- 430, setembro, 2010.

ROMARO, R. A. Psicoterapia dinâmica breve com pacientes Borderline. São Paulo: Casa do psicólogo, 2000. Cap. 1, 2, 3, 5.

Autora: Silvana Carla Silva Mendes, pós-graduação em Gestão, orientação e supervisão escolar, Psicologia clínica (CEPED), formação em Coathing Liderança (Polozzi), formação em Inteligência Emocional (IBC), acompanhante terapêutica (at) formada pelo curso “A Clínica AT” (Portal Dr).

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