Acompanhamento Terapêutico e doença de Alzheimer

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Resumo: através de reflexões acerca da velhice, da doença de Alzheimer e da prática em acompanhamento terapêutico, o artigo tem como objetivo pensar os possíveis benefícios que essa modalidade terpêutica pode proporcionar a pacientes idosos portadores da doença. Na velhice, é comum pensar a respeito da vida e sobre o que foi feito ao longo dela. Nesse momento, ao rever a vida, o idoso valoriza suas conquistas e tem sentimentos de realização ou de arrependimento, insatisfação e desapontamento com as realizações. Mudanças de toda ordem ocorrem, do ponto de vista psicológico, social e também físicos; o envelhecimento do corpo faz com que o idoso seja mais suscetível a doenças, tais como: cardiovasculares, respiratórias, músculo-esqueléticas, sensorias e neurológicas, contexto em que a doença de Alzheimer se insere (PAPALIA, 2000).O Acompanhamento Terapêutico, como uma prática que busca ajudar o paciente a buscar o retorno de suas condições existenciais, bem como a realizar suas ambições, auxiliá-lo na busca pela resolução de dificuldades da vida cotidiana e, em suas relações interpessoais (ESTELLITA-LINS et al, 2009) pode ser uma ferramenta de enfrentamento e minimização dos danos causados pelo Alzheimer.

Palavras-chave: acompanhamento terapêutico, idoso, doença de alzheimer.

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Acompanhamento Terapêutico (AT): Possíveis benefícios em pacientes idosos portadores da doença de Alzheimer

 

Introdução

O número de idosos no Brasil aumentou 500% em 40 anos; em 1960 eles eram 3 milhões, em 1975 7 milhões e em 2002 passaram a 14 milhões. Estima-se que em 2020, o país terá 32 milhões de idosos, representando 15% da população nacional (IBGE, 2010). Por esse motivo, com a implementação do Estatuto do Idoso, Lei n° 10.741 de 1° de outubro de 2003, segundo o Artigo 22: “ Nos currículos mínimos dos diversos níveis de ensino formal serão inseridos conteúdos voltados ao processo de envelhecimento, ao respeito e à valorização do idoso, de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria.” Ou seja, as pessoas não estão preparadas para lidar com a velhice e as consequências que essa fase de vida acarreta nos sujeitos.

Segundo Erik Erikson, a terceira idade é o estágio de vida em que o principal conflito psicossocial é “integridade de Ego x desespero”. Durante o processo de envelhecimento, o idoso repensa sua própria vida, avaliando as perdas e ganhos ao longo de sua história, além disso, os idosos se deparam com a aposentadoria, com a viuvez e a modificação física, que mexe com a auto-estima, sofrem com a morte de amigos, com a carência afetiva, enfrentam a falta de dinheiro, e a não valorização do mercado de trabalho. Nesse aspecto o idoso pode sofrer com o preconceito de uma sociedade que valoriza a produtividade. Adicionado a esses fatores, o idoso sofre perdas relacionadas à saúde física, através do enfraquecimento do sistema imunológico e consequentes doenças, diminuição da audição e visão, perda do equilíbrio, perda de força e outras doenças relacionadas aos sistemas cardiovascular, respiratório, músculo-esquelético e neurológico. Dentre os problemas psicológicos possíveis, a depressão é o transtorno mais prevalente entre os idosos, e a demência, uma das mais prevalentes disfunções neurológicas, fazendo parte dessas, a doença de Alzheimer (PAPALIA, 2000).

A prática do Acompanhamento Terapêutico no Brasil, iniciou com o surgimento das comunidades terapêuticas no final da década de 60 no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, impulsionada pelos ideais da antipsiquiatria difundidos pela Europa entre as décadas de 1950 e 1960. O recurso começa a ser empregado primeiramente por jovens universitários que desejavam iniciar uma aproximação de pacientes desintegrados (LONDERO e PACHECO, 2005). Esses jovens profissionais foram chamados de auxiliares psiquiátricos (IBRAHIM, 1991 apud LONDERO e PACHECO, 2005).

O auxiliar psiquiátrico trabalhava com o sujeito dentros das instituções, participando do cotidiano dos pacientes que estavam em situação de hospital-dia e também em internação. As atividades realizadas por eles eram principalmente coordenar juntamente com outros profissionais, as atividade desenvolvidas , como jogos, atividades diárias, e festas. Porém, com a chegada da ditatura militar, passou-se a dar preferência ao modelo de internação asilar, frente ao real tratamento da loucura e consequentemente, desvalorizar o trabalho dos auxiliares psiquiátricos, como forma de contenção de gastos. Dessa forma, muitos profissionais continuaram o tratamento de certos pacientes, sendo solicitados pelos familiares que seguissem acompanhando-os de forma particular em suas residências. A partir daí, a prática ganha características mais atuais, com os acompanhamentos realizados em ambiente doméstico, através do contato direto com o cotidiano e contexto familiar dos pacientes (IBRAHIM, 1991 apud LONDERO e PACHECO, 2005).

 

Doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer é um distúrbio neurodegenerativo, progressivo e geralmente de longa evolução e é considerada a principal causa de demência. É uma doença que afeta diversas funções mentais, tais como a memória, linguagem, atenção, capacidade visual, capacidade de aprendizado e noção espacial. Nos estágios iniciais, parte da memória remota permanece preservada, mas ao longo da evolução da doença, a capacidade de memorização e lembrança tornam-se extremamente prejudicadas. Da mesma forma, a capacidade de aprendizado diminui progressivamente até o ponto de não ser mais possível (FORLENZA, 2011).

Em relação à linguagem, a disfunção aparece com a perda da fluência verbal, esvaziamento de conteúdos e diminuição da compreensão, além de erros na escrita e leitura. Durante a evolução da doença, também é observada a perda das habilidades visuoespaciais, como a capacidade para copiar desenhos (FORLENZA, 2011).

Em estágios mais avançados, a doença traz novas dificuldades como as relacionadas com a expressão, movimentação e poder de reconhecimento perceptivo sensorial. Em 75% dos casos ocorrem alterações psíquicas e comportamentais que prejudicam a vida social e ocupacional do paciente. Alguns sintomas da doença são quadros depressivos e psicóticos, agressividade, agitação psicomotora, condutas repetitivas, apatia, mudanças nos hábitos de locomoção, como por exemplo perambulações, saídas sem rumo e perturbações no ciclo de sono-vigília (FORLENZA, 2011).

A incidência da doença está diretamente relacionada com a elevação da idade, e dobra a cada cinco anos, a partir dos 60 anos de idade. Para um adulto, o risco de desenvolver a doença dos 60 aos 64 anos é de 0,7%; já em idade mais avançada, por volta dos 90 anos, a probabilidade passa a ser de 40%. Além da idade avançada, observam-se como fator de risco o histórico familiar de demências, o sexo feminino, alterações cromossomiais, traumatismos cranianos e exposição ao alumínio. A sobrevida dos pacientes portadores de Alzheimer varia de 8 a 12 anos, porém quando evolui de forma acelerada, pode levar a óbito em um período de 2 anos (FORLENZA, 2011).

O tratamento do Alzheimer prevê a administração de drogas antidemência e psicofármacos, como uma parte desse (FORLENZA, 2011). O comprometimento global que ocorre com a evolução da doença, exige um acompanhamento integral dos familiares e profissionais da saúde, na tentativa de assegurar uma melhor qualidade de vida aos pacientes (LUZARDO, 2006).

Acompanhamento Terapêutico com idosos

O envelhecimento populacional como fato, traz à tona a necessidade de se criar intervenções voltadas ao auxílio do idoso para que esse mantenha sua qualidade de vida, não só física, mas também emocional, assim como o suporte para que conquistem maior independência e autonomia. É nesse contexto em que a intervenção do acompanhante terapêutico pode ser útil.

Essa modalidade de atendimento, que tem como função ajudar o idoso num momento difícil de vida, atua dentro de um enfoque interdisciplinar e se realiza fora do consultório, em locais como: a residência do idoso, no médico, na rua (GOTTER, 2013).

O idoso pode necessitar de um acompanhamento terapêutico devido a diversos motivos e necessidades; ou por uma doença, ou uma deficiência física, ou sequelas de um AVC, ou demências, ou dificuldades de lidar com problemas que lhe causem dor psíquica, como as depressões, lutos, ou a impossibilidade de uma terapia em consultório. Os lutos podem ser das mais variadas ordens: lutos relacionados a perdas (corpo, papeis sociais, laços afetivos) e angústias a respeito da morte (GOTTER, 2013).

Durante a senescência (processo de envelhecimento), o idoso implica-se pensar em uma sucessão de perdas e aquisições, mas na medida em que envelhece, tende a pensar mais nas perdas. Essas perdas muitas vezes são irrecuperáveis e provocam uma quebra narcísica, confrontando o paciente com sua impotência diante da vida. Esses pensamentos provocam em maior ou menor grau um sentimento angústia e sensações de desamparo e fragilidade (GOTTER, 2013).

O trabalho do AT nesse sentido é a tentativa de reparar o idoso psiquicamente, abrindo possibilidades para novas aquisições. O AT precisa dar suporte ao idoso, através de acolhimento, amparo e sustento, na busca de elaboração de perdas e restabelecimento do equilíbrio, o que consequentemente traz um aumento em sua auto-estima. Essa mudança tão significativa e de promoção de qualidade de vida pode ser estimulada através da escuta diferenciada do AT, de sua presença confortante calcadas no desejo por parte do acompanhante de estimular a ressignificação da vida do idoso. Nesse sentido, é dever do AT conhecer profundamente a história de vida do paciente, suas relações familiares e demais relações sociais (GOTTER, 2013).

O papel do AT nessa relação porém, não é somente dar suporte às angústias do paciente frente a velhice e suas implicações possíveis. Mais do que isso, é dever do AT estimular nesse sujeito a capacidade de desejar e renovar os suportes identitários na aceitação da velhice, desenvolvendo a habilidade de pensar sobre o seu futuro como idoso. Para que seja feito um caminho animador rumo a esse objetivo, é necessária construção de um vínculo positivo com o acompanhado, se aproximando daquilo que agrada a ele e aproveitando as possibilidades prazeirosas na realização de atividades transformadoras. Essas atividades terão entre outros objetivos, a retirada do idoso de uma posição passiva que muitas vezes é colocado ou coloca sobre si mesmo e devem ser escolhidas de acordo com as necessidades momentâneas (GOTTER, 2013).

Pensando na prática do acompanhante terapêutico com o paciente idoso, identificam-se certas habilidades necessárias. Se faz necessário que o AT se interesse em conhecer um pouco mais a respeito da psicogerontologia e da gerontologia, requer também que o AT tenha consciência da sua própria construção da velhice. O trabalho do acompanhante terapêutico deve estar alicerçado na análise pessoal, supervisão e grupo de interlocução (GOTTER, 2013).

 

Acompanhamento Terapêutico e Alzheimer

A doença de Alzheimer, como já discutido anteriormente nesse artigo, traz de forma progressiva, uma série de prejuízos cognitivos ao paciente. A incidência maior está entre os idosos, que podem já resistir com os familiares quando a doença se instala, e caso contrário, com o advento da doença, necessitarão passar a residir com eles ou no mínimo ter uma assistência permanente. De qualquer forma, sempre haverá um cuidador responsável pelo idoso com a doença de Alzheimer.

Segundo Luzardo et. al (2006):

“A então necessidade ininterrupta de cuidado, o difícil manejo das manifestações psiquiátricas e comportamentais, somadas às vivências dos laços emocionais, tanto positivos como negativos experienciados pelo convívio anterior à instalação da doença,produzem desgaste físico, mental e emocional.”

O cuidador experimenta um sentimento de sobrecarga, na medida que realiza atividades potencialmente geradoras de estresse e efeitos negativos, demandas que tendem a se complexizar com a evolução da doença. O sujeito que presta esse cuidado pode apresentar altos níveis de ansiedade, tanto pela sobrecarga quanto pelo reconhecimento do abalo na sua estrutura familiar, afetada por modificação nos papeis sociais (LUZARDO et. al, 2006).

Nesse momento, vejo o trabalho da Enfermagem como uma ferramenta necessária no processo de cuidado de pacientes em nível avançado da doença. Nos estágios mais iniciais da doença, a prática do Acompanhamento Terapêutico pode significar uma possibilidade de auxílio no atendimento desses pacientes, pois de acordo com Amiralian, Pinto, Ghirardi, Masini e Pasqualin, (2000) apud Londero e Pacheco (2005), as indicações para o Acompanhamento Terapêutico são influenciadas pelas “incapacidades funcionais” que o paciente apresente.

Dentro dessas “incapacidades”, estão habilidades mais básicas como os cuidados com a higiene, autogerenciamento, autocontrole, etc., denominadas atividades da vida diária (AVD’S). Durante o desenvolvimento inicial do quadro patológico em questão, o paciente também mostra queda significativa no desempenho de tarefas instrumentais da rotina, porém ainda é capaz de realizar tarefas básicas do dia a dia (BENETON et. al, 2011), apresentando assim, indicação para o AT.

Como ponto de partida, é imprescindível e inevitável que o AT contenha e diminua as ansiedades e angústias do cuidador e demais familiares, já que a inserção desses é parte importante no processo de acompanhamento.

A inserção da família é justificada pelo fato de que, para um melhor tratamento da doença de Alzheimer, é necessário que o ambiente onde o idoso vive deve ser adaptado de maneira que ele mantenha o máximo de autonomia possível, e o mínimo de dependência. Para isso, podem ser utilizadas estratégias como sinalizações, iluminação adequada, facilitação do trânsito dentro de casa, remoção de degraus, disposição de relógios e calendários em tamanho aumentado, entre outros; de forma a proporcionar melhor qualidade de vida ao idoso.

Além do ambiente, também deve-se levar em consideração as questões ao vestuário e higiene, no sentido de mantê-lo autônomo também nessas atividades. Nesse sentido, a família deve ser estimulada a fomentar a autonomia no seu familiar doente, acreditando que a estimulação da atenção a si próprio, permitirá que ele preserve sua cognição e consequente autonomia (CAMÕES, PEREIRA e GONÇALVES, 2005).

Espera-se do AT, que ele realize as atividades com o paciente e que lhe proporcione melhora, seja no ambiente social seja em sua casa. As intervenções escolhidas no acompanhamento do paciente devem ser direcionadas para questões disfuncionais específicas que ele apresenta, tais como as relacionadas às incapacidades funcionais, objetivando a autonomia e autogerenciamento de sua vida. Para que as incapacidades sejam devidamente identificadas, a fim de elaborar atividades pertinentes às necessidades do paciente, pode ser utilizado o questionário de atividade da vida diária (QAVD), ferramenta através da qual podem ser observadas as áreas de maior comprometimento (PINTO et. Al, 2000 apud LONDERO e PACHECO, 2005).

 

Conclusão

O envelhecimento populacional, principalmente no Brasil é algo notório pelas estatísticas. O número de idosos disparou entre os anos e 2002, obtendo um aumento de 500% e a previsão é de que no ano de 2020, esse número, que em 1960 era 3 milhões, passará a ser 32 milhões (IBGE, 2010). Esses números possivelmente têm a ver com a melhora a qualidade de vida que vem acontecendo, com o avanço da Medicina, por exemplo.

Diante dessa realidade alarmante, se faz necessário que a população e geral tenha um preparo diferenciado, para saber como cuidar e ajudar os nossos idosos. Por esse motivo, o Artigo 22 do Instatuto do Idoso, prevê orientação diferenciada aos estudantes de graduação, no sentido de informar sobre o processo de envelhecimento, promover o respeito e valorização do idoso, através da eliminação do preconceito e a produção de conhecimento sobre essa população.

O envelhecimento, assim como qualquer fase do desenvolvimento humano traz modificações e respectivos conflitos. Ao envelhecer, o sujeito experimenta sentimentos ambivalentes entre aquilo que ganhou e aquilo que perdeu com o avanço da idade. É um momento em que invariavelmente há perdas em relação ao corpo, saúde e ocupação social.

É nessa idade onde ocorre a aposentadoria, em que se vê amigos morrendo, em que pode haver a viuvez, entre outras modificações, que podem a afetar diferentes idosos em maior ou menor grau. O certo, é que angústias vêm à superfície, e em alguns momentos, podem ser difíceis de serem administradas.

Além disso, é nessa fase que o corpo fica mais suscetível a doenças, tanto pela diminuição da imunidade, tanto pelo envelhecimento normal do corpo propriamente dito. Algumas funções têm a eficiência reduzida e outras se perdem completamente. É comum a disfuncionalidade neuronal e a consequente demência, que em diversos casos é causada pela doença de Alzheimer (PAPALIA, 2000).

A doença de Alzheimer é um distúrbio neurodegenerativo, progressivo e geralmente de longa evolução, que afeta diversas funções mentais, tais como a memória, linguagem, atenção, capacidade visual, capacidade de aprendizado e noção espacial.

O tratamento da doença é feito através da administração de remédios antidemência e psicofármacos. Fora a isso, para que haja o retardo da evolução e para assegurar que o paciente tenha o menor número de perdas, também é necessário um acompanhamento integral dos familiares e profissionais da saúde (FORLENZA, 2011).

A doença provoca um comprometimento global que ocorre com sua evolução. As limitações e dependência por parte do paciente podem exigir o cuidado ininterrupto de um cuidador, tarefa que geralmente recai sobre algum familiar. Cuidar do familiar doente e extremamente dependente é um trabalho potencialmente gerador de ambivalências.

Por um lado, o cuidador sente vontade de cuidar do seu familiar, de outro lado, essa é uma tarefa muito desgastante, ainda mais quando não ocorre uma divisão nas pessoas que exercem esse cuidado (LUZARDO et. al, 2006). Nesse momento, o Acompanhamento Terapêutico pode ser visto como um alternativa.

Uma das indicações para esse serviço é justamente a existência de “incapacidade funcional”, que são as habilidades mais básicas , como os cuidados com a higiene, autogerenciamento, autocontrole, etc., denominadas atividades da vida diária (AVD’S).

O AT entra para auxiliar nesse ponto, e necessita primeiramente acalmar e diminuir as angústias do cuidador e demais familiares, deixando claro a importância de que esses serão parte de um bom acompanhamento. Serão necessárias certas mudanças no ambiente para facilitar o trânsito do idoso, além de modificações na maneira de lidar com ele.

O idoso com Alzheimer necessita esforçar-se para manter sua autonomia o máximo de tempo possível, e a família precisa estar ciente disso, contribuindo com o AT quando ele não estiver por perto; estimulando a autonomia do familiar o tempo todo (PINTO et. Al, 2000 apud LONDERO e PACHECO, 2005).

O Acompanhamento Terapêutico é uma prática que tem como objetivos ajudar o paciente a buscar o retorno de suas condições existenciais, bem como a realizar suas ambições; o auxílio ao paciente na busca pela resolução de suas dificuldades da vida cotidiana e, em suas relações interpessoais (ESTELLITA-LINS et al, 2009).

Dessa forma, o acompanhante terapêutico intervém na reconstrução de necessidades psicossociais, como a capacidade de lidar com problemas corriqueiros, o aumento da auto-estima, as habilidades sociais, e inserção atuante de sua cidadania, promovendo o senso de autonomia (SILVA, 2008).

A partir do que foi explicitado ao longo desse artigo a respeito do Acompanhamento Terapêutico, das peculiaridades da velhice, da doença de Alzheimer e possíveis intervenções do acompanhante nesse contexto, foi possível verificar que dentre os tantos espaços e contextos por onde o acompanhante terapêutico pode transitar, o idoso portador da doença de Alzheimer também pode ser um beneficiário dessa modalidade terapêutica, já que o seu trabalho faz possível diminuir os impactos da doença por mais tempo, promovendo melhor qualidade de vida a esses sujeitos.

 

REFERÊNCIAS

  1. BENETON, Micheline Raquel et. Al . O Enfermeiro na assistência ao idoso portador de Alzheimer. Revista Contexto & Saúde, Ijuí , v. 10, p. 1119-1122, 2011. Disponível em : < https://www.revistas.unijui.edu.br/index.php/contextoesaude/article/view/1745> Acessado em 24 de Junho de 2014.
  2. CAMÕES, C; PEREIRA. F. M, GONÇALVES. A, (2005). Reabilitação na Doença de Alzheimer. Disponível em: <http://www.psicologia.com.pt/artigos/ textos/A0244.pdf > Acessado em 25 de Junho de 2014.
  3. ESTELLITA-LINS, C.; OLIVEIRA, V. COUTINHO, M. Clínica ampliada em saúde mental: cuidar e suposição de saber no acompanhamento terapêutico. Rio de Janeiro: Ciência saúde coletiva, v. 14, p.195-204, 2009.
  4. FORLENZA, O. V. . Lítio – a caminho da prevenção da doença de Alzheimer. RBM. Revista Brasileira de Medicina (Rio de Janeiro), v. 68, p. 4-6, 2011. Disponível em: <http://www.psicologia.com.pt/artigos/ textos/A0244.pdf> Acessado em 24 de Junho de 2014.
  5. GOTTER, Maria Elvira M. Reflexões sobre o Acompanhamento Terapêutico com Idosos. Gerações – Centro de Pesquisas e Ações em Gerontologia. Agosto de 2013. Disponível em: <http://www.psicologia.com.pt/artigos/ textos/A0244.pdf> Acessado em 25 de Junho de 2014.
  6. IBGE. Censo Demográfico 2010. Disponível em: <http://www.psicologia.com.pt/artigos/ textos/A0244.pdf>. Acessado em 02 de Julho de 2014.
  7. LONDERO, I.; PACHECO, J. T. B. (2005). Por que encaminhar ao acompanhante terapêutico? Uma discussão considerando a perspectiva de psicólogos e psiquiatras. Disponível em: < http://www.psicologia.com.pt/artigos/ textos/A0244.pdf > Acessado em: 25 de Junho de 2014.
  8. LUZARDO, A. et. al. Características de idosos com doença de Alzheimer e seus cuidadores: uma série de casos em um serviço de neurogeriatria. Florianópolis, 2006. Disponível em: <http://www.psicologia.com.pt/artigos/ textos/A0244.pdf>, Acessado em 25 de Junho de 2014.
  9. PAPALIA, DE; OLDS, SW Desenvolvimento Humano. Porto Alegre: Artes Médicas Sul,
    2000.
  10. SILVA, P. A clínica de portas abertas: experiências e fundamentação do acompanhamento terapêutico e da prática clínica em ambiente extraconsultório. São Paulo: Revista Brasileira de Psiquiatria, 2008.

Autora: Nicole dos Reis – formanda em Psicologia (PUCRS). Capacitação em Acompanhamento Terapêutico (CTW). Fone: (51) 8302-8252. E-mail: [email protected]

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