Diferenças Entre Alucinação e Ilusão: Acompanhamento Terapêutico (AT)

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Diferenças Entre Alucinação e Ilusão: Acompanhamento Terapêutico (AT)

Alucinação e ilusão são consideradas “formas de percepção” que comportam um “erro na leitura” da realidade compartilhada.

São uma “identificação equivocada” se comparadas com o que o restante da população percebe como existindo naquele mesmo espaço.

Alucinação: Acompanhamento Terapêutico (AT)

A alucinação pode ser definida como uma percepção de um elemento que não existe na realidade (o “objeto alucinado” existe apenas no sistema sensorial de quem o identifica).

Ou seja, o sujeito que alucina, por exemplo, pode ver uma pessoa em um lugar em que não há ninguém.

 

Ilusão: Acompanhamento Terapêutico (AT)

A ilusão é um “erro de percepção” de um elemento que, de fato, existe, mas é interpretado de forma errada.

Por exemplo, ao encontrar com um pedaço de tronco de árvore caído no chão o sujeito “vê” uma cobra e fica muito assustado.

Mais um exemplo, o sujeito sedento, perdido no deserto, pode ter a ilusão de ver água, quando, na verdade, há apenas um buraco no meio das dunas.

 

Diferenças Entre Alucinação e Ilusão: A Clínica do Acompanhamento Terapêutico (AT)

Do ponto de vista clínico, a alucinação merece muita atenção, pois há muitos transtornos que podem estar envolvidos na sua origem, inclusive doenças crônicas.

A alucinação pode ser gerada por vários fatores, por exemplo, uso de medicamentos, privação excessiva de sono, drogas, esquizofrenia, infecções que geram febre alta, etc.

 

Classificação das Alucinações: Acompanhamento Terapêutico (AT)

As alucinações podem ser classificadas em 6 categorias:

  • Alucinação auditiva: o sujeito escuta vozes (direcionadas ou não para si); escuta os seus pensamentos e/ou sons variados (ex.: grito, bater de portas).
  • Alucinação visual: é a percepção de um determinado elemento que, de fato, não existem no local onde ocorre a “visão alucinada”. O sujeito pode perceber objetos não definidos (ex.: chamas, raios, vultos, sombras) ou formas bem definidas (ex.: animais, pessoas, demônios). Esse tipo de alucinação é muito frequente nos pacientes esquizofrênicos. Nesse caso, o sujeito pode necessitar de tratamento com uso de Psicoterapia, Acompanhamento Terapêutico, remédios, etc.
  • Alucinação tátil: é a ocorrência de uma alteração na leitura dos nossos receptores nervosos, gerando sensações diferenciadas (ex.: frio, calor, dor, pressão). Esse tipo de alucinação pode ocorrer em pacientes amputados, que passam a sentir um membro que não existe mais.
  • Alucinação olfativa: é a percepção de um aroma (agradável, neutro ou desagradável) de algo que não está presente no território do paciente.
  • Alucinação sinestésica: conexão entre percepções de domínios diferentes, e troca entre ambas (ex.: o paciente diz que vê a cor do som).
  • Alucinação cinestésica: é a sensação de que um órgão interno fixo (ex.: rim, pulmão, fígado) está movendo-se.

 

Diferenças Entre Alucinação e Ilusão: Acompanhamento Terapêutico (AT) – Considerações Finais

Por fim, é importante lembrar que há as chamadas alucinações “hipnagógicas” e as “hipnopômpicas”.

As alucinações “hipnagógicas” podem ocorrer no momento de iniciar o sono.

Já as “alucinações hipnopômpicas” podem manifestar-se logo ao despertar.

Essas duas formas de “alucinações” não são consideradas, por si só, indicativas de alguma doença.

Assim, elas podem ocorrer em pessoas tidas como saudáveis.

Espero que esse breve artigo tenha ajudado você a entender um pouco mais sobre as diferenças entre a alucinação e a ilusão e, principalmente, que essa compreensão ajude na forma como você lida na clínica do Acompanhamento Terapêutico.

Até a próxima!

Autor: Alex Sandro Tavares da Silva

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