Acompanhamento Terapêutico e a terceira idade: Da constituição de uma clínica à promoção de saúde


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Resumo: neste trabalho pretendo realizar uma reflexão sobre a emergência do Acompanhamento Terapêutico, delimitando as atividades e funções que esta prática proporciona. A partir disso, buscarei articular como esta clínica se constituiu como uma estratégia para o tratamento de idosos, refletindo sobre suas intervenções e supostos efeitos, através de um acompanhamento individual ou em grupo, seja inserido em uma equipe multidisciplinar ou como uma prática independente.

Palavras-chave: Acompanhamento terapêutico, práticas terapêuticas, idosos.

Acompanhamento Terapêutico e a terceira idade: Da constituição de uma clínica à promoção de saúde

1 – Introdução

O Acompanhamento Terapêutico (AT) é um dispositivo clínico que tem como característica prestar um atendimento psicológico diferenciado, desenvolvendo suas atividades em distintos settings terapêuticos, sem um local fixo para sua ocorrência. É um serviço que vem apresentando uma crescente demanda, seja ligado à esfera pública ou privada, onde presta atendimentos a diferentes perfis de indivíduos e situações. Diante desta variedade, há a necessidade de um aprimoramento por parte dos profissionais que realizam esta prática, bem como um aprofundamento teórico-prático que possibilite um auxílio qualificado.

O presente artigo tem como objetivo fazer um breve esboço acerca da prática do Acompanhamento Terapêutico e como este pode se constituir como importante ferramenta no subsídio à prevenção e promoção da saúde de idosos, seja como uma estratégia terapêutica dentro de um tratamento composto por uma equipe multidisciplinar, ou como uma prática independente.

Fazer uma reflexão do AT vinculado a pessoas que estejam na terceira idade, parte do pressuposto de ser esta uma prática que busca alternativas para indivíduos que de alguma maneira se encontram diante de limitações, sejam elas físicas ou psíquicas, onde no idoso pode estar agravado pela projeção da finitude da vida. O idoso freqüentemente fica mergulhado em suas incapacitações resultantes do processo de envelhecimento, relutando em fazer projetos por alegar falta de tempo de vida ou problemas de saúde, sem levar em conta ser esta uma fase da sua existência em que ainda pode desfrutar de atividades saudáveis e, principalmente, prazerosas.

Diante deste panorama faz-se a inserção do AT, onde através da dupla acompanhante-acompanhado ocorrerá a busca de possibilidades e ao/o encontro de situações em que o idoso poderá reencontrar sentimentos de satisfação e bem-estar, desenvolvendo um novo padrão de atitudes e atividades, e o (re)significado de estar nesta etapa da vida.

 

 

2 – A Constituição da Clínica do Acompanhamento Terapêutico

Nesse primeiro momento, para uma melhor compreensão do AT e suas práticas, farei uma breve contextualização da emergência desta clínica, apontando questões históricas e formulações teóricas que fizeram parte da sua constituição, esta possuindo estreita ligação com as práticas psicológicas e suas instituições.

O Acompanhamento Terapêutico tem sua emergência iniciada a partir de um contexto de significativas alterações no panorama político e social, em meados do século XX. Está vinculada ao término da Segunda Guerra Mundial e o início do movimento antimanicomial e da antipsiquiatria. Diversas contestações acerca das estruturas manicomiais já ocorreriam no início do século XX, onde muito se discutia em relação às condições desumanas a que eram submetidos os internos. Apesar disso, foi somente no período pós-guerra que estes movimentos ganharam força e os debates passaram a girar principalmente sobre a ineficácia terapêutica (Berger, Morettin & Neto, 1991).

O primeiro fato decisivo foi a criação do Hospital-Dia, por Ewen Cameron, no ano de 1946, em Montreal, Canadá, que mais tarde foi implementado, com a adesão dos chamados Hospital-Noite e “Hospital de fim de semana” (Tavares, 2005). Posteriormente, o movimento contra os hospitais psiquiátricos foi difundido para outras regiões do mundo, entre as décadas de 1950 e 1960, com o surgimento das primeiras “Comunidades Terapêuticas” na Inglaterra, Alemanha e EUA.

Todos esses novos centros de tratamento buscavam estabelecer novas formas de relação com a loucura, criando espaços onde o louco receberia acolhimento e seus discursos e contestações ganhariam voz (Berger, Morettin & Neto, 1991).

Neste mesmo período, houve também o aparecimento das primeiras substâncias que prometiam alterar o funcionamento neuropsicológico do sujeito tido como “louco” (os antipsicóticos e os antidepressivos). Estes psicofármacos, apresentados como uma possibilidade de intervenção mais “humanizada”, na sua essência desempenharam uma função semelhante às intervenções manicomiais, o controle do paciente.

O controle físico (contenção), ocorrido nas instituições psiquiátricas, deu lugar ao controle químico. Contudo, as novas drogas eram mais rápidas, econômicas e eficazes, além de possibilitar que os pacientes, ditos “perturbados”, conseguissem mudar sua conduta e desempenhar atividades socialmente aceitas. Esses importantes avanços proporcionaram a remodelação dos tratamentos, instaurando a possibilidade da circulação dos pacientes pela cidade e abrindo uma janela para a reinserção social destes indivíduos.

Diante deste contexto, segundo Tavares (2005), houve o aparecimento dos primeiros acompanhantes terapêuticos (at), intitulados “agentes terapêuticos”, que tinham a função de controlar a ingestão das medicações prescritas e a vigilância do comportamento dos pacientes acompanhados fora da instituição.

Inicialmente, os ats (que receberam diferentes denominações ao longo da história – e que em determinados locais ainda as possuem -, já sendo chamados de: agentes terapêuticos, auxiliares psiquiátricos, atendentes psiquiátricos, amigo qualificado, entre outros) eram em sua maioria jovens técnicos de enfermagem, que trabalhavam no sentido de colocar em ação os programas de tratamento que eram elaborados pelo psicoterapeuta ou pela equipe de saúde, através de intervenções que possibilitassem uma adaptação mais rápida ao meio urbano (Tavares, 2005).

No Brasil, referem Berger, Morettin e Neto (1991), no final da década de 1960, seguindo as mesmas contestações às instituições manicomiais ocorridas na Europa, houve o aparecimento das primeiras comunidades terapêuticas no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, onde o recurso do Acompanhamento Terapêutico também passou a ser utilizado. Essas comunidades perduraram até o início da ditadura militar, período em que ocorreu a retomada dos programas de tratamentos clássicos nos hospitais psiquiátricos e, conseqüentemente, deram fim às comunidades terapêuticas.

A partir deste fato, avaliava-se como uma tendência, também o término das atividades dos acompanhantes terapêuticos, por estarem estes ligados a essas comunidades. Porém, em virtude dos satisfatórios resultados obtidos em diversos tratamentos através do Acompanhamento Terapêutico e o receio quanto às internações psiquiátricas, os ats começaram a serem procurados por famílias e terapeutas para a realização de atendimentos particulares. Com isso, o serviço, ao contrário do esperado, obteve um implemento em sua demanda, e profissionais de outras áreas da saúde também passaram a realizar AT: médicos, psicólogos, educadores físicos, terapeutas ocupacionais, entre outros (Tavares, 2005).

A queda das comunidades terapêuticas no Brasil possibilitou ao acompanhante terapêutico ser um agente de saúde autônomo, sem ligação com uma equipe ou instituição, sem um lugar físico. Tavares refere que “o ‘estar na rua’ (despedido) auxiliou o ‘agente andarilho’ a assumir a ‘rua’ como o seu campo fundamental de trabalho” (Tavares, 2005, pág. 109). A “rua” deixou de ser uma um simples pano de fundo e tornou-se um ambiente de construção de subjetividades, onde na interação acompanhante-acompanhado, diferentes formas de pensar, agir e viver passaram a ser legitimadas.

A crescente procura pelo serviço de Acompanhamento Terapêutico trouxe a necessidade de um aprofundamento de estudos e pesquisas desta atividade, também como uma tentativa de delimitar seu campo de atuação. Mesmo havendo divergências quanto às funções do AT, diversos autores buscaram – e ainda buscam – definições para esta prática.

Barretto, Cenamo e Silva (1991), entendem que entre as funções do Acompanhamento Terapêutico está a condição de proporcionar um lugar, um espaço, uma voz ao aparecimento de interesses e de uma individualidade, servindo como um ego auxiliar, de maneira que o “acompanhar” tenha o significado de “pensar junto”. O acompanhante deverá averiguar se o acompanhado dispõe de estratégias/soluções diante de uma situação ou problema, estimulando seu raciocínio para, com ele, construírem uma solução.

Ao at também caberá fornecer a segurança necessária para que este cidadão se envolva em novas experiências, proporcionando a escuta de seus medos e anseios, ao mesmo tendo em que trabalha questões de desânimo e descrença, motivando-o, de maneira que desenvolva uma autonomia de pensamentos, e estes resultem em ações.
Segundo Mauer e Resnizky (1987):

“O acompanhante deve tender a reforçar as defesas de adaptação adequadas e ajudar a desenvolver novos mecanismos de defesa. Isto será feito ao longo da convivência com o paciente, mostrando-lhe, por exemplo, que frente a uma situação determinada há possibilidades de reagir de modos diferentes.” (Mauer e Resnizky, 1987, pág. 56).

Será através deste amparo fornecido pelo at que se viabilizará a reinserção social do acompanhado, bem como um importante campo para a obtenção de informações sobre a vida do paciente. Como referem Mauer e Resnizky, ao estabelecer contato com o cotidiano da pessoa que está sendo acompanhada, “o at disporá de informações fidedignas sobre seu comportamento na rua, os vínculos que mantém com os membros de sua família, o tipo de pessoas que prefere se relacionar, as emoções que o dominam” (Mauer e Resnizky, 1987, pág. 41).

Um dos focos do Acompanhamento Terapêutico será, portanto, executar atividades de convivência e socialização, primando pela restituição dos vínculos do paciente com a família, amigos, vizinhos, dentre outros cidadãos com quem se deparar. Além disso, o “acompanhar” deverá servir como uma tentativa de “apanhar com o sujeito os frutos que possam brotar de uma circulação pelas ruas e principalmente, por lugares estranhos para ambas as partes” (Mittman, 1998, pág. 16). O at vai estar com esse sujeito em lugares que permitam que o que há de seu (do sujeito) e o que traz consigo, possa ser utilizado, criando uma circulação nova, dando significado e sentido ao que antes nada significava. Como diz Barreto:

“O acompanhamento terapêutico é um procedimento clínico que busca potencializar essa dimensão simbólica do cotidiano de um sujeito, auxiliando-o a recuperar ou estabelecer aspectos, objetos, ações que o constituam e que o ajudem a se inscrever de uma forma simbólica na realidade compartilhada”. (Barretto, 1997, pág. 263).

Algumas divergências em relação ao papel do at podem ser encontradas quanto às funções deste em um tratamento. Muitas são as discussões que giram em torno de o Acompanhamento Terapêutico ser desenvolvido pelos profissionais de forma autônoma ou se há a necessidade deste estar vinculado a uma equipe de saúde.
Eggers (1985) define o at como:

“…um profissional de saúde mental que só existe dentro da equipe terapêutica, com um papel complementar ao do psicoterapeuta, agindo fora do setting no tratamento de pacientes críticos e com uma função específica de ensinar a operar no marco social” (Eggers, 1985, pág.07).

Mauer e Resnizky (1987) seguem esta idéia, defendendo que o acompanhante terapêutico deve dar assistência ao paciente em crise mediante sua inserção em uma equipe de saúde:

“…seu trabalho não pode cumprir-se de forma isolada. Este está sempre inscrito no seio de uma equipe. É a pertinência a ela, a identificação com o esquema referencial e as pautas de trabalho que dela emanam que permitirão perfilar seu papel com clareza” (Mauer; Resnizky, 1987, pág. 37).

Contudo, essa visão de ser o at um agente dependente de outros profissionais sofre críticas. Na medida em que progressivamente, com a evolução do AT, as pessoas que passaram a realizar esta prática possuírem melhor qualificação, houve também um implemento do papel que este pode e passou a desempenhar em um tratamento:

“… o AT não se trata somente de uma forma de auxiliar, de ajudante técnico de um determinado profissional da saúde, quer dizer, ele mesmo se coloca como um profissional e toma a frente dos tratamentos em questão”. (Pelliccioli; Guareschi; Bernardes, 2004, pág.7).

Ao meu ver, um fator que contribui para esses questionamentos é a não existência, em âmbito nacional, de um código de ética que regularize tanto a formação profissional como as atividades praticadas no AT, como ocorre, por exemplo, na Argentina, onde há o “Código de Ética AT”. Decorrente a esta falta de critérios, profissionais de diferentes áreas podem se utilizar da intitulação “AT”, mesmo sem possuírem qualidades suficientes para lidarem com pacientes e situações que as exigiriam (principalmente em situações que possa envolver algum risco, tanto para o paciente, como para os cidadãos que estiverem na “rua” e também para o próprio at). Levando em conta esta ausência de delimitações e o amplo campo de atuação do AT, lidando com uma gama de pacientes possuidores de distintas limitações físicas ou psíquicas, dificultam e até inviabilizam a definição do papel e da função do AT. Acredito que essa variada demanda remete à afirmação de Chnaiderman, de que “nunca vai se chegar a uma teoria global do que é o Acompanhamento Terapêutico” (Chnaiderman, 1991, pág. 86).

Buscando identificar as situações em que o trabalho do at pode ser uma abordagem com resultados positivos, algumas pesquisas objetivaram traçar um perfil dos profissionais que desempenham esta atividade. Carvalho (2004), em pesquisa realizada com 32 ats , mostra que esses agentes, na sua maioria, são jovens com idades que vão de 26 à 35 anos (53,1%), psicólogos (62,5%), solteiros (75%), sendo que a maioria (75,1%) atua há menos de 01 até o máximo de 04 anos.

Londero e Pacheco (2005), buscaram identificar o referencial teórico e área de conhecimento mais adequados e utilizados na prática do AT. Através de entrevistas com profissionais que já haviam desenvolvido tratamentos com o auxílio de ats, obtiveram dados em sua pesquisa que apontam que esta é uma atividade que pode e vem sendo desempenhada por profissionais de diferentes áreas da saúde, tendo em sua maioria a utilização de referencias teóricos que combinam a abordagem cognitiva-comportamental e a psicanálise. A primeira utilizada mais em função de disponibilizar técnicas de modificação do comportamento, enquanto a segunda para uma compreensão psicodinâmica.

Diante de um panorama de questionamentos quanto ao papel e funções do AT, lançarei mão das funções descritas por Eggers (1985) para delimitar a prática do at, tendo em vista o posterior desenvolvimento deste artigo que objetivará as atividades pertinentes ao Acompanhamento Terapêutico no auxílio à prevenção e promoção de saúde dos idosos. Estas foram divididas pelo autor em três níveis:

A) Funções do acompanhante terapêutico com o paciente:
– Estar próximo do paciente;
– Diminuir o sentimento de solidão;
– Auxiliar o paciente a planejar, organizar o pensamento;
– Ajudar a estruturar hábitos;
– Reorganizar condutas de forma mais adaptativa;
– Auxílio em decisões;
– Assumir responsabilidades pelo paciente;
– Estimular capacidades latentes;
– Ajudar o working through (finalizar atividades, trabalhos);
– Agir como superego;
– Examinar com o paciente os seus limites;
– Operar a alta progressiva na hospitalização;
– Atuar como ponto de contato entre o paciente e a família;
– Manter o vínculo terapêutico quando o paciente troca de terapeuta;
– Executar com o paciente um programa de atividades físicas e recreativas.

B) Funções do acompanhante terapêutico com a família:
– Fomentar novas formas de comportamento no grupo familiar;
– Atuar na família baixando o nível de ansiedade;
– Avaliar o paciente na família, no seu meio ambiente;
– Avaliar as condições que a família oferece para manter o paciente em seu meio.

C) Funções do acompanhante terapêutico com a equipe:
– Indicador sensível. Informar os efeitos da psicoterapia.

 

 

3 – Articulando o Acompanhamento Terapêutico com Idosos

O envelhecimento se constitui em um processo biopsicossocial, decorrente, portanto, da interação de diferentes fatores. A partir disso, pensar em uma velhice única, tratando todos os indivíduos que se encontram nessa fase como estando em uma única categoria, com um olhar somente sobre as questões biológicas – no que concerne as perdas – é desconsiderar as influências sociais e psicológicas que também estão envolvidas na realidade do idoso.

Segundo Rebello (2006), por mais que o declínio do corpo físico seja inevitável no processo de envelhecimento, havendo perdas irreversíveis do ponto de vista biológico, é necessário dar atenção também aos outros fatores da velhice, estes, podendo não estarem vinculados ao declínio e às perdas. Para Goldfarb (1998) o idoso pode ser considerado um sujeito em constante crescimento, afetado por um processo de declínio físico e pela consciência da finitude e do encurtamento do futuro. Contudo, salienta o autor, o limite será do corpo físico, biológico, havendo a continuidade da existência de uma outra parte deste ser capaz de prazer, que buscará o amor e que deverá ser incentivado a sentir e se sensibilizar com a proximidade dos outros e a força dos vínculos. É este idoso, retomando Rebello (2006), um sujeito desejante, merecedor de atenção pela possibilidade de transformações, onde somente os cuidados básicos – como moradia, alimentação, higiene e saúde – são insuficientes.

É nesse contexto que o Acompanhamento Terapêutico entra como um recurso, em busca do bem-estar, das vontades e das necessidades do acompanhado. No desenvolvimento do seu trabalho, será necessário ao at estar próximo do seu paciente, atento para perceber os medos e dificuldades do idoso, independente de que ordem sejam essas dificuldades (biológicas, psicológicas ou sociais), sendo capaz de avaliar a real situação em que ele se encontra. O at terá como uma de suas funções incentivar esse idoso a reencontrar a palavra, sua capacidade de pensar e desejar, expressando suas inconformidades e auxiliando-o a se organizar e planejar sua ações. Como defende Barreto (1998), será através das intervenções no cotidiano do acompanhado que o at terá uma função terapêutica e um potencial analítico, colocando em movimento processos de simbolização que acarretam em uma transformação da subjetividade do sujeito, alterando seu humor e diminuindo suas angústias.

Muitas vezes o at encontrará o idoso resistente a se envolver em qualquer atividade ou possibilidade de mudança. Há momentos em que o idoso poderá ficar enclausurado em suas incapacitações conseqüentes do envelhecimento, não se dispondo a fazer projetos pela idéia de ter um futuro breve, com pouco tempo de vida. Clausura esta, que pode ser vista como uma depressão ou algum problema orgânico (Rebello, 2006).

O at, diante desta situação, poderá agir utilizando-se de seu repertório teórico/experimental, no intuito de tirar o idoso dessa inércia, auxiliando-o em um processo de ressignificação da velhice que objetivará ao acompanhado se (re)adaptar a essa fase de sua vida, tornando-o consciente de suas limitações e das possíveis alterações que terá em suas tarefas e atividades cotidianas, mas ainda capaz de planejar e concretizar um projeto de felicidade.

Para Py, mesmo a velhice estando acompanhada de suas fragilidades, havendo uma tendência do idoso em desmerecer sua existência ao relacionar seu envelhecimento e adoecimento à morte, este ser humano pode ser impulsionado “para a descoberta de novas possibilidades, no fluxo incessante do vir a ser: Para que sair de cena se sempre posso transformar meu personagem?” (Py, 2004, pág. 112).

O trabalho do acompanhamento ao idoso se constituirá desde uma simples escuta, onde os vínculos poderão se estabelecer mediante o sentimento do idoso em ser aceito mesmo com todas as suas limitações, diante de alguém (o at) que aposta na sua transformação e lhe dará respaldo e segurança ao longo desse processo. Barreto (2005) refere a existência de situações em que não há muito o que ser feito, mas só o significado de ter alguém próximo, atento, que carrega a história do vínculo, capaz de compartilhar a experiência do acompanhado, será de grande significado para o acompanhado. Ter um bom vínculo será fundamental ao Acompanhamento Terapêutico no incentivo de novas atitudes.

Ao idoso que se encontra em situação de isolamento social, o processo de reinserção pode ser iniciado desde a motivação a investigar sua situação clínica. O Acompanhamento Terapêutico poderá se fazer presente desde a identificação dos profissionais a serem contatados até o acompanhamento na realização das consultas e exames que forem necessários.

As informações resultantes desta atividade podem ser de grande auxílio para o at traçar os objetivos do tratamento, ao identificar se as limitações do paciente possuem causa física ou são decorrentes há questões de ordem psíquica.

No caso do prejuízo ser físico, o at pode ajudar o idoso ainda na busca de tratamentos que possam devolver sua autonomia (ou ao menos parte dessa) e também no processo de readaptação à essas limitações.

Nesse processo de reinserção social será importante ao at estar em contato com os profissionais de saúde que estiverem desenvolvendo os atendimentos clínicos do idoso. Esta se constituindo em uma via-de- mão-dupla, pois tanto o at auxiliará aos demais profissionais através de suas observações do cotidiano do paciente, como também terá suas atividades delimitadas pelos achados clínicos que estes obtiverem.

Um fator que interfere significativamente na vida dos idosos e que poderá ser foco de atenção durante o AT, é a dificuldade de inserção social decorrente de uma sociedade com hábitos e leis que dificultam a simples locomoção do idoso, conforme aponta Moraes (2003) em reportagem para a Revista Veja.

Para a autora, há uma percepção geral de que o idoso não recebe a atenção e o respeito que merece, tendo complicadores como: degraus de ônibus muito altos, tempo reduzido dos semáforos para atravessarem as ruas, assaltados, dentre outros; se constituindo em fatores que inibem os idosos a saírem nas ruas. Isso, mesmo diante de uma população que tem um crescimento significativo no Brasil.

Segundo o Censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há no Brasil 15 milhões de idosos, e uma previsão de que esse valor exceda os 30 milhões de pessoas dentro de 20 anos (Moraes, 2003).

Todas essas são demandas em que o Acompanhamento Terapêutico pode surgir como uma estratégia de ação.

Mesmo incapacitado de alterar a sociedade na grande escala, ao estender a mão para esses idosos, o acompanhante pode possibilitar a estes cidadãos readquirirem a segurança em ir às ruas, pois como cita a autora, sua vontade pode ser inibida, porém, não cessa: “mesmo a passos lentos, esses senhores e senhoras querem ser capazes de andar com as próprias pernas” (Moraes, 2003, pág. 49).

Além de viabilizar a melhora da auto-estima dos idosos, o at pode realizar tarefas distintas que variam de acordo com a vontade do acompanhado, sua possibilidades financeiras e suas necessidade e condições físicas e metais. Utilizando-se do setting móvel, a dupla acompanhante-acompanhado percorrerá ruas, visitando locais turísticos, shoppings centers, teatros, cafés, bares, estádios esportivos, supermercados, além da própria casa do paciente ou de seus vizinhos, articulando atividades lúdicas, como um jogo de carta ou uma seção de filmes ou leituras.

Também poderão organizar um programa de atividades físicas e recreativas para o idoso, buscando, por exemplo, academias que ofereçam atividades específicas para a terceira idade e/ou oficinas de artesanatos, lembrando que além de promoverem a saúde, esses espaços propiciam ao idoso que constitua novas amizades. Será através desses novos mapas e rotas traçadas, que o idoso terá a possibilidade de voltar a circular pela cidade de forma independente, mas sem abrir mão do at, que poderá ser contatado em situações em que o seu auxílio for necessário.

Moraes (2003) também sugere que as dificuldades encontradas pelos idosos na sociedade é reflexo de mudanças ocorridas na organização das famílias, onde a hierarquia de papéis que tem se estabelecido é muito mais horizontal do que vertical, não havendo mais uma obediência e consideração de netos e filhos com seus pais e avós.

Em uma sociedade dinâmica, caracterizada pelas novidades e o consumo, onde os jovens têm seus horários preenchidos por suas ocupações e não acompanham o dia-a-dia dos mais velhos, há uma ruptura nas relações, onde o idoso acaba sendo visto como algo descartável – incapaz de gerar capital – e, conseqüentemente, vítima do desrespeito.

Conforme referido na primeira parte deste artigo, sobre as funções do AT, segundo Eggers (1985), estar no ambiente familiar poderá auxiliar o at a avaliar o paciente em seu ambiente cotidiano, bem como conhecer as condições e relações que a família estabelece com o idoso. Reestruturar vínculos familiares, envolvendo progressivamente filhos e netos no tratamento, tenderá a ser tarefa para o at. Mostrar para estes que o idoso é merecedor de atenção e que sua ajuda poderá ocorrer ao acompanhá-lo em uma caminhada ou em uma simples escuta, mas que, se possível, vá além disso, não se limitando a breves momentos de confraternizações anuais. Ao at caberá auxiliá-los, orientando sobre as possíveis necessidades do idoso, pensando junto com o paciente e seus familiares as atividades mais indicadas, sem deixar de estar atento para lidar com as possíveis resistências da família, tanto na aceitação do seu trabalho, como na aceitação do próprio idoso (ou deste “novo idoso” que estará se constituindo através do AT).

Por fim, sugiro como uma possibilidade de reinserção dos idosos, a realização do Acompanhamento Terapêutico em grupo. Acredito que para um melhor aproveitamento desta atividade, respeitando o objetivo de ser este um espaço terapêutico que propicie a formação de vínculos, o número de participantes seja limitado, não excedendo a dez participantes. Também poderá favorecer, e até ser necessário para o bom andamento das atividades, ter mais de um at coordenando/organizando o grupo, de maneira que caso ocorra alguma situação inesperada o at não esteja desamparado.

O grupo, mediante combinação prévia, poderá organizar passeios à praças, piqueniques, visitar lugares históricos, realizar oficinas de artesanatos ou de leituras, entre outras possibilidades que possam surgir da vontade e da curiosidade dos membros do grupo. Além disso, poderão estar vivenciando juntos experiências que tiveram anteriormente de forma isolada, tanto por estarem em um determinado local que lhes desperta diferentes sentimentos, como pelas discussões que surgirão, tendo como disparador o marco social.

A aproximação entre os idosos, articulada por essas atividades, constituirá um espaço para compartilharem suas experiências, sejam elas positivas ou negativas, com pessoas que estão em uma fase semelhante da vida. Pelliccioli (2004) em sua experiência com grupos de AT, constatou que esta troca de informações pode ter uma importante contribuição para os pacientes pensarem em novas possibilidades para as suas vidas:

“…o grupo passa a ter como efeito terapêutico não apenas uma possibilidade de catarse, mas de construção de outras possibilidades destas pessoas se pensarem, se reconhecerem e se experimentarem diferentemente do que até então servia como referente, ou mesmo como significante em suas vidas” (Pelliccioli, 2004, pág. 73).

Ao(s) profissional(ais) que optar(em) por utilizar o Acompanhamento Terapêutico em grupo em sua prática, acredito ser de fundamental importância ter conhecimento sobre grupos terapêuticos, pois o at deverá considerar que sua tarefa não será somente agir como guia/organizador, ou referência, mas capacitado para trabalhar com a dinâmica do grupo, identificando os possíveis papéis que cada membro venha a desempenhar e sabendo articular a comunicação entre eles. Também neste momento o trabalho realizado por uma dupla (ou trio) de ats, com diferentes olhares e através da discussão de suas análises, pode proporcionar uma melhor compreensão das atividades desenvolvidas, dos participantes, bem como de suas relações.

Outra possibilidade é a realização do Acompanhamento Terapêutico em grupo em residenciais geriátricos. Nessas instituições os idosos muitas vezes vivem em espaço fechados, engajados sempre nas mesmas atividades com o mesmo grupo de pessoas, com horários fixos, atendendo às normas institucionais, com poucas possibilidades de expressarem os seus desejos e restritos de vivências externas. Diante de tamanho tempo ocioso, estando praticamente (ou completamente) exilados, não é de se estranhar que muitos se sintam desmotivados em buscar alternativas para desenvolverem atividades que proporcionem algum sentimento de satisfação.

Amaral (2006) propôs em uma instituição de longa permanência para idosos, localizada em Guarulhos, São Paulo, a realização de passeios com os idosos fora do residencial. A atividade, intitulada “Projeto Passeios”, teve como objetivo levar os residentes a visitarem e revisitarem lugares significativos da cidade, onde haviam habitado e circulado anteriormente. Para muitos desses idosos, diz Amaral, essas eram as únicas oportunidades de saírem para uma atividade cultural, pois na maioria das outras saídas que faziam era para consultas médicas ou ficavam na casa de seus familiares.

Esses passeios em grupo, podem possibilitar aos residentes passarem horas agradáveis, distantes de suas rotinas, deparando-se com contextos diferentes, observando pessoas e automóveis que transitam pela cidade, enfim, tudo que desperta a curiosidade do olhar dos idosos, alheios a esse cotidiano, “estrangeiros na sua própria cidade” (Amaral, 2006, pág.4). Todas essas experiências poderão servir como conteúdos de conversas entre os residentes, não somente entre aqueles que se engajarem nas atividades, como também entre estes e os seus companheiros da moradia que optarem permanecer no residencial por alguma limitação ou receio em circular pelas ruas. Os passeios trarão a possibilidade destes idosos reavaliarem e ressignificarem sua existência com este novo olhar sobre suas experiências (passadas e atuais), além de oportunizar mudanças na dinâmica de convivência entre eles, estreitando os vínculos.

O AT, portanto, surgirá como importante ferramenta com ação preventiva e viabilizadora do pulular do bem-estar destes, e entre estes, cidadãos. Como refere Amaral, será através dessas “histórias que se cruzam entre os acompanhados, que tem no espaço da rua, na companhia de seus pares nos passeios, no espaço aberto à escuta, oportunidades para aflorarem amizades e situações de confiança que podem se aprofundar” (Amaral, 2006, pág.8).

 

 

Considerações finais

No presente artigo, tive o objetivo de desenvolver uma reflexão sobre o Acompanhamento Terapêutico, desde sua constituição, onde foi feita uma breve análise dos fatores políticos, sociais, científicos e psicológicos, envolvidos no processo que resultou na sua emergência como um dispositivo clínico, para posteriormente articular sua prática como importante ferramenta na assistência à prevenção e promoção da saúde de idosos.

No primeiro momento, em que busquei analisar a criação da prática do Acompanhamento Terapêutico, foi possível constatar o quanto é problematizada esta prática quanto a sua definição e a delimitação de suas funções. Para alguns autores esta foi, e ainda é, uma prática dependente da indicação de outros profissionais, estando sempre inserida em uma equipe de saúde. Visão essa possivelmente influenciada pelo fato de os primeiros ats terem desempenhado sua atividades como auxiliares psiquiátricos, e não levar em consideração a evolução (quanto à qualificação) dos profissionais que hoje atuam como ats. Não quero, com isso, passar a ideia de acreditar que o Acompanhamento Terapêutico não possa ocorrer em um trabalho de equipe, muito pelo contrário, até mesmo em virtude de um tratamento com uma equipe multidisciplinar oferecer uma gama maior de possibilidades e cuidados aos pacientes, mas defendo que os ats, pelos avanços teórico-práticos, estão capacitados a tomar frente das decisões dos tratamentos, o que pode ser comprovado por pesquisas (Carvalho, 2004; Londero & Pacheco, 2005) que apontam para o fato de muitos dos indivíduos que trabalham como ats, serem em um número expressivo, profissionais graduados, ou em processo de formação, em atividades na área de saúde mental.

Por mais que se tenha uma compreensão das atividades às quais está vinculado o AT, passa por discussões como essa a impossibilidade de demarcar as suas funções. No decorrer dessa produção, tentei trazer conceitos e algumas funções das quais o Acompanhamento Terapêutico dispõe para intervir no tratamento de pacientes com distintas limitações (físicas ou psíquicas), sempre levando em conta uma análise destas objetivando as atividades pertinentes ao AT no auxílio aos idosos.

Tive como meta fazer um esboço das possíveis situações que o at pode se deparar quando contatado para desempenhar sua prática com pacientes que estejam na terceira idade, onde a compreensão do “o que é estar na velhice” e de todos os prejuízos e características do processo de envelhecimento serão fundamentais para o desenvolvimento desta prática. Sugiro a gerontologia, e destaco também a psicogerontologia, como importante respaldo teórico nesta empreitada.

A diversidade de situações e contextos em que o idoso pode estar inserido, isto é, podendo estar morando sozinho, com um companheiro(a), com familiares, ou residindo em uma instituição geriátrica (pública ou privada), além das limitações físicas/mentais que poderão estar presentes, exigirão do at uma boa capacidade de observação, de ser motivador muitas vezes e ter criatividade para buscar as atividades possíveis de serem realizadas, mantendo a função terapêutica.

Para finalizar, neste trabalho procurei articular maneiras de possibilitar a reinserção social dos idosos, tanto em atividades individuais como em grupos, onde o vínculo pudesse ser retomado não somente com familiares e amigos, mas deste idoso com os seus ideais e a concretização de suas vontades. Desta forma, o at poderá se constituir em um agente auxiliando estes cidadãos no desenvolvimento de um novo significado do que é estar nesta etapa da vida e das possibilidades, atividades e situações das quais pode desfrutar de prazer, bem-estar e saúde.

 

 

REFERÊNCIAS

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Autor: Vicente Coda – Estudante de graduação do curso de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Formação no “Curso de Capacitação em Acompanhamento Terapêutico” da CTDW. Fone: (51) 9975-0083. E-mail: [email protected]

Acompanhamento Terapêutico e a terceira idade: Da constituição de uma clínica à promoção de saúde
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