Psiquiatra argentino premiado pela Associação Mundial de Psiquiatria vem ao Brasil para o Congresso Internacional de Acompanhamento Terapêutico

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Autor: Portal Inteligemcia.

O psiquiatra argentino Jorge Luis Pellegrini é um dos convidados internacionais do Congresso Internacional de Acompanhamento Terapêutico, que acontece em São Paulo, entre os dias 15 e 17 de novembro. Ele participa de debates sobre a prática de tratamento humanizado a pacientes em sofrimento psíquico.

 

Jorge Luis Pellegrini é médico psiquiatra, ex diretor de Saúde Mental em Chubut (província da Patagônia argentina), ex-secretário de Saúde, diretor de Saúde Mental e diretor provincial do Hospital de Saúde Mental da Faculdade de San Luis, professor do Mestrado em Saúde Mental da Universidade Nacional de Entre Ríos e criador de grupos institucionais sobre alcoolismo.

Um dos mais conceituados psiquiatras da atualidade, Pellegrini recebeu, em 2005, o Prêmio Mundial de Psiquiatria por sua atuação, ao longo de toda a vida, em defesa dos direitos humanos em psiquiatria. Ele próprio foi vítima da violação desses direitos durante a ditadura argentina militar, quando foi preso e excluído da universidade e do hospital onde trabalhava.

Imediatamente após a conclusão da sua formação médica, comprometeu-se com a promoção da psiquiatria social e a reforma das tradicionais instituições psiquiátricas. Suas atividades em favor da escolarização das crianças com deficiência; da integração social da população indígena da Patagônia; do tratamento e reabilitação de pessoas com problemas relacionados ao álcool; do desenvolvimento de atendimento ambulatorial e de reabilitação social para pessoas com doença mental, são algumas das iniciativas que o consagraram como referência na área. É também de sua autoria a proposta de capacitação de doentes mentais e suas famílias, bem como a luta contra a discriminação de qualquer tipo, e os programas de formação e informação para o público.

Ele afirma que “é preciso parar de pensar em doença mental como um processo que fatalmente conduz à cronicidade”. Para o psiquiatra, “com o desenvolvimento das técnicas no campo da psicoterapia, psicofarmacologia, expressão corporal, psicodrama, terapia de grupo e tudo o que foi desenvolvido na Argentina, é absolutamente insustentável que haja internações que durem mais de 20 dias”. Sua proposta é de ir às ruas, onde as doenças se produzem, o que vem ao encontro do Acompanhamento Terapêutico (AT), que realiza em São Paulo seu congresso anual, com o tema Polifonia: as diversas vozes do AT. Pellegrini participa da mesa-redonda “Temporalidade: Passado, Presente, Futuro do AT”.

O evento é uma promoção da Associação de Acompanhamento Terapêutico.

Mais informações sobre a programação, formas de inscrição e submissão de trabalhos estão disponíveis pelo telefone (11) 7424-3362, e-mail [email protected] ou no site da entidade: www.aat.org.br

 

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